Bruna Klassmann
Data: 22/04/2019 / Fonte: Revista Emergência/Bruna Klassmann

Aplicativos de emergência trazem uma nova cultura de assistência aos profissionais e à comunidade

Era dia 15 de maio de 2016, quando Anariá Recchia foi atropelada de forma criminosa em uma calçada de São Paulo/SP, vindo a falecer no dia seguinte. Com este triste e trágico acontecimento, a médica emergencista Adriana Mallet, decidiu que a perda da amiga serviria para ajudar a evitar novas ocorrências, mas também para melhorar o atendimento a urgências. “A maioria dos solicitantes de serviços de urgência tem poucas informações sobre as vítimas e não é raro desconhecerem o endereço da ocorrência. Isto atrasa o atendimento em minutos decisivos em casos de traumas graves”, explica Adriana, que atua como coordenadora do Núcleo de Educação em Urgências na cidade de Limeira/SP, desenvolvedora do Emergência APP. Então, após uma pesquisa em iniciativas já em andamento no mundo, Adriana lançou em 2017, o Emergência APP, aplicativo para smartphones que detecta colisões de acidente de trânsito de forma automática, faz um chamado em viva-voz para o serviço de resgate – SAMU ou Corpo de Bombeiros – e envia para a central de regulação dos canais públicos a localização e a ficha médica do usuário acidentado. Com a tecnologia, o atendimento de urgência é agilizado, o que pode significar a diferença entre a vida e a morte. “Em situações de traumas, falamos nos conceitos de `hora de ouro’ e `dez minutos de platina’, em referência ao tempo como fator decisivo para evitar a morte e reduzir sequelas”, explica a médica.

Assim como esta iniciativa desenvolvida por Adriana, órgãos públicos e empresas privadas também desenvolveram aplicativos em prol da emergência por todo o país, que podem auxiliar tanto no trabalho dos profissionais, como na demanda da comunidade em geral.

Confira a reportagem completa na edição de abril da Revista Emergência.

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