Crédito: Governo do Estado de São Paulo

Fonte: G1

São Paulo – Subiu para sete o número de mortos em São Paulo por causa do temporal do começo da semana.

Em Araçariguama, amigos encontraram o corpo de Adriano Marques de Melo, de 35 anos, que estava desparecido há dois dias. Na vizinha Cabreúva, os bombeiros retiraram o corpo de um homem de 58 anos que tinha se recusado a sair de uma área isolada.

Em Botucatu, uma das cidades mais atingidas, uma corrente de solidariedade encheu o ginásio de doações. Mais de 150 pessoas estão desalojadas. O nível do Rio Tietê baixou no interior do estado e o trabalho agora é para retirar a lama.

Os moradores estão tendo muita dificuldade para entrar nas casas. Dentro das casas, muito prejuízo. A água revirou tudo o que estava na cozinha.

Muita gente mora perto do Rio Tietê: tem várias casas a menos de 20 metros do maior rio paulista. Quando o volume aumentou, o lixo da Grande São Paulo foi levado para a região.

Difícil mesmo é voltar para casa depois do susto e encontrar tudo perdido no meio da lama.

“Muito triste ver uma coisa dessa gente, eu não tinha visto ainda. Eu saí a água estava começando a entrar”, disse lamentou a gari Neide Viotto.

Dona Neide se espantou quando viu a geladeira arrastada para fora de casa e foi confortada pelas amigas.

Na capital paulista, a Central de Abastecimento de Alimentos reabriu depois de dois dias; 400 pessoas trabalharam na limpeza do lugar que inundou no temporal de segunda-feira (10). Pelas contas da Ceagesp, oito mil toneladas de alimentos contaminados pela inundação vão para o lixo, um desperdício enorme e um prejuízo de R$ 24 milhões.

Confira abaixo, em tempo real, atualizações feitas pelo CBPMESP em seu perfil do Twitter:

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