Ronaldo Gusmão e Gilseppe Moura/CBMCE
Data: 18/10/2019 / Fonte: G1

Fortaleza/CE – O Corpo de Bombeiros do Ceará confirmou nesta sexta-feira (18) o sétimo óbito no desabamento do edifício Andrea, em Fortaleza. A sétima vítima foi identificada como Vicente de Paula Menezes, de 86 anos.

Ele era casado com Izaura Marques Menezes, 81 anos, e pai de Roseane, de 55 anos, ambas também vítimas do desabamento. Vicente é ainda avô de Fernando Marques, o primeiro sobrevivente retirado dos escombros do edifício Andrea.

Além das sete mortes confirmadas, duas pessoas seguem desaparecidas e sete foram resgatadas com vida. O comandante do Corpo de Bombeiros do Ceará, Eduardo Holanda, afirmou que uma das pessoas que era considerada desaparecida não estava no condomínio no momento do desabamento, reduzindo o número de possíveis vítimas.

“Nós trabalhamos com as pessoas reclamadas [cujos familiares afirmam que a pessoa estava no condomínio no momento do incidente]. No primeiro dia veio um irmão dizendo que a pessoa estava trabalhando aqui [no edifício Andrea], como técnico de ar-condicionado, mas ele não estava. Ele inclusive já foi encontrado [em outro local, não sob os escombros do edifício]”, explica o comandante responsável pela operação.

O edifício Andrea desabou às 10h28 de terça-feira (15), minutos após uma obra de reparo no condomínio. Um vídeo obtido pelo G1 mostra um pedreiro destruindo uma coluna antes do colapso da estrutura. Cinco pessoas aparecem no vídeo, das quais quatro sobrevivem.

Reforma no prédio

O engenheiro técnico apontado em documento como responsável pela reforma e proprietário da empresa Alpha Engenharia, José Andreson Gonzaga dos Santos, disse à polícia que iniciou as obras no prédio no último dia 15 de outubro. No entanto, moradores afirmaram que a reforma começou no dia 14 de outubro, um dia antes da tragédia.

“Eu ainda reclamei daquele serviço. O cara descascou todas as colunas. Cinco colunas. Quando ele foi mexer no pilar principal, deu um `papoco`, os ferros estouraram e o prédio desceu”, afirma Paulo Bezerra Martins, morador do primeiro andar do edifício Andrea.

Segundo o engenheiro, a obra para recuperação dos pilares e das vigas do condomínio foi orçada no valor de R$ 22.200. Ele afirmou à polícia que os pilares estavam com as ferragens com nível alto de corrosão. No momento do acidente, Andreson e os funcionários estavam no condomínio, mas não chegaram a ficar sob os escombros.

O que se sabe até agora

– Edifício Andrea desabou às 10h28 do dia 15 de outubro

– Até a última atualização desta reportagem, havia 7 mortos, 7 resgatados com vida e 2 pessoas desaparecidas

– As colunas do prédio estavam com alto nível de corrosão, e uma obra era feita no local no dia do desabamento

– A prefeitura disse que a construção do edifício foi feita de maneira irregular e ele não existia oficialmente, mas o G1 localizou o registro do imóvel em um cartório da capital: a existência do edifício é conhecida desde 1982

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