Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Fonte: G1

A capital acreana, Rio Branco, já registrou mais de 740 ocorrências de incêndios urbanos de janeiro até a quarta-feira (20). No mesmo período do ano passado, foram atendidas 348 ocorrências. Os dados são do Corpo de Bombeiros do Acre e foram divulgados ao G1 nesta quinta (21).

O levantamento mostra que as equipes atenderam 740 ocorrências de incêndios em terrenos baldios, entulhos, áreas verdes e Áreas de Proteção Ambiental (APA). Com isso, o aumento entre 2019 e 2020 é de mais de 112% nos registros.

“Os mais afetados com a poluição e fumaça são os idosos, crianças de até seis anos e transplantados. Imagina que uma criança ou um idoso precise de um leito de hospital para tratar uma doença como é que vai conseguir?”, questionou o major Cláudio Falcão, da assessoria do Corpo de Bombeiros do Acre.

Os órgãos ambientais trabalham para reduzir os números e evitar que várias pessoas fiquem doentes e precisem ir até uma unidade de saúde. Entre maio e outubro, o Acre enfrenta um período de seca e estiagem, o que faz crescer o número de focos de calor, incêndios e, consequentemente, os registros de idosos, crianças e pessoas com comorbidades doentes.

Preocupação

Com o mundo vivendo uma pandemia do novo coronavírus, que causa a Covid-19, a preocupação aumentou ainda mais. Com sintomas de falta de ar, dor de cabeça, febre e dificuldades para respirar, a Covid-19 afeta os pulmões, na maioria dos casos, e a fumaça e qualidade ruim do ar se tornam vilãs no combate à doença e tratamento dos pacientes infectados.

O Acre ultrapassou a marca de três mil pessoas infectadas pelo novo coronavírus nessa quinta (21). Em coletiva on-line na terça-feira (19), a Casa Civil alertou que o sistema de saúde pode entrar em colapso nos próximos dias, caso o número de infectados pela Covid-19 continuem aumentando.

Diante do cenário, o major Cláudio Falcão contou que o órgãos de meio ambiente estão preocupados com os registros de incêndios.

“Esse ano tudo mudou desde a constatação do aumento de ocorrências. As queimadas urbanas podem ser muito mais do que atendemos. Estamos preocupados que o número de ocorrências de incêndios florestais ou urbanos tragam poluição do ar e afetar diretamente a saúde. Quando isso acontece para onde vamos? Para o hospital, que não temos leitos. Então, a pessoa tem que voltar e pode voltar contaminado com alguma doença”, lamentou.

Falcão frisou que na capita acreana são atendidas diariamente entre 20 a 28 ocorrências de incêndios urbanos. Rio Branco é a cidade com maior número de registros.

Para evitar o máximo de poluição no ar, os órgãos ambientais devem lançar nos próximos dias a Operação Acre sem Fogo.

“Rio Branco sempre vai liderar por conta da quantidade de bairros, população e o crescimento desordenado de habitação. Já era para ter sido lançada nossa Operação Acre sem Fogo, mas estamos fazendo os últimos ajustes para fazer a divulgação e lançamento porque precisamos frear esse povo”, detalhou.

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