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Data: 23/01/2020 / Fonte: Redação Revista Emergência

Desde o início do verão 2019-2020, os atendimentos de queimaduras por águas-vivas tem aumentado nos estados brasileiros, principalmente, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O período mais crítico, foi entre as últimas semanas de dezembro de 2019 e as duas semanas iniciais de janeiro de 2020, justamente o período de reprodução das águas-vivas, o que aumentam as chances dos encontros com os banhistas em águas salgadas.

No Rio Grande do Sul, conforme divulgado pelo comando da Operação Golfinho da Brigada Militar do RS, entre os dias 15 de dezembro de 2019 e 18 de janeiro de 2020, foi registrado mais de 49 mil casos de queimaduras no litoral gaúcho. O número é inferior ao mesmo período do ano passado, que registrava 53.706 casos de um total de 110.111 mil ocorrências no verão 2018-2019.

Em Santa Catarina, o número de casos neste verão está sendo semelhante ao do ano passado. De acordo com o CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina), em um período de 24 dias, mais de 20 mil pessoas tiveram lesões causadas por águas-vivas no litoral catarinense. Foram mais de 800 ocorrências por dia. Para alertar a população sobre a presença das águas-vivas, o CBMSC sinaliza os locais na areia com uma bandeira lilás.

Já, no Paraná, de acordo com os registros do Corpo de Bombeiros, o número de queimaduras por águas-vivas nas praias do litoral paranaense triplicou na temporada 2019/2020 em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 2.938 casos de 20 de dezembro de 2019 a 13 de janeiro de 2020. No mesmo período da temporada 2018/2019 foram 878 ocorrências.

SINTOMAS
Quando em contato com a pele humana, a água-viva pode provocar queimaduras, provenientes do ataque de pequenas células presentes nos tentáculos do animal. Embora ardidos, os acidentais causados pelo contato humano com os tentáculos das águas-vivas, não são considerados graves. De acordo com o CBMSC, a sensação de queimadura é como uma dor bastante semelhante com aquela causada por objetos escaldantes.

ORIENTAÇÕES
Segundo divulgado pelo CBMPE (Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco), no Dicas de Emergência, da edição 94 da Revista Emergência, destaca-se algumas orientações para serem seguidas após a queimadura provocada pela água-viva:

– Não aplicar gelo na área afetada;

– Não aplicar água doce, pois rompe vesículas que armazenam a substância urticante que provoca a queimadura;

– Não esfregar a área atingida, pois aumenta a queimadura e possibilita infecções;

– Não urinar sobre a área afetada;

– Não remover tentáculos com as mãos desprotegidas;

– O socorrista deve: proteger as mãos e derramar vinagre sobre a área afetada (30 segundos), removendo, cuidadosamente, os tentáculos aderidos à pele.

Ainda conforme o CBMPE, em casos mais graves o guarda-vidas deve:

– Transportar a vítima o mais rápido possível para uma unidade de pronto atendimento;

– Remover os tentáculos ainda agregados à pele;

– Avaliar a respiração da vítima;

– Administrar oxigênio (O2) em alto fluxo de 12 a 15 litros por minuto no transporte;

– Proteger a área queimada com compressas cirúrgicas estéreis.

É importante lembrar ainda, de acordo com o CBMPE, que caso for observado o risco de reação alérgica, como tosse e falta de ar, é necessário chamar uma equipe de emergência. As queimaduras na área abdominal e torácica também pode comprometer a respiração.