Crédito: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini/Divulgação

Fonte: G1

O incêndio que atingiu o prédio da Secretaria de Segurança Pública do RS completa uma semana nesta quarta-feira (21), e a busca pelos dois bombeiros desaparecidos no local continua. Deroci de Almeida da Costa, primeiro-tenente do CBM, e Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, segundo-sargento, atuaram no atendimento ao incêndio e são procurados desde a noite em que o fogo começou.

Dois cães dos bombeiros de Santa Catarina foram agregados às buscas nesta quarta. Os binômios (cães mais agentes que os acompanham) se juntam às outras quatro duplas que já atuam no resgate.

“O motivo disso foi porque nós avançamos muito e chegamos no núcleo supostamente onde estão os bombeiros desaparecidos segundo estudos realizados”, diz o tenente-coronel Eduardo Estevam Rodrigues, comandante do 1° Batalhão de Bombeiro Militar (BBM) de Porto Alegre.

“Diante disso, estamos ampliando as frentes de trabalho para que, com segurança, nós façamos a busca aliada ao aumento efetivo de cães farejadores”, completa.

As equipes de resgate usam equipamentos para monitorar e estabilizar estruturas. “Como nós chegamos próximo do núcleo da edificação, precisamos estabilizar os pilares que estão suspensos ou prestes a cair. Estamos tomando todos os cuidados necessários para os bombeiros realizarem as buscas”, afirma o tenente-coronel.

Entre bombeiros e técnicos, 94 pessoas atuam no resgate, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Quatro retroescavadeiras são usadas na remoção de escombros e liberação de acesso à área colapsada.

Crédito: CBMRS/Divulgação

Uma semana de buscas

Lúcio e Deroci desapareceram na noite de 14 de julho, durante o combate às chamas que iniciaram no teto do quarto pavimento do prédio da Secretaria. O local foi evacuado, e nenhuma das cerca de 40 pessoas que estavam no prédio no momento do incêndio se feriu.

As buscas seguem 24 horas por dia. Dois acessos foram abertos para ingressar nas ruínas. Parte do prédio desabou.

Servidores tentaram apagar o fogo com extintores, mas não conseguiram. A Polícia Civil investiga o incêndio, e descarta a possibilidade de crime.

O prédio não contava com sprinklers, os chuveiros automáticos acionados em caso de incêndio. De acordo com a secretaria, devido a uma inviabilidade técnica para instalação dos sprinklers, o equipamento foi substituído por outras medidas de segurança, como hidrantes e extintores portáteis.

Todos os nove pavimentos da edificação foram atingidos pelo fogo. O local abrigava o Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI), Instituto Geral de Perícias (IGP), Susepe, Detran, gabinetes e auditórios.

Cerca de 95 mil processos do Detran foram perdidos. O incêndio não afetou os trabalhos de policiamento e os 300 funcionários que trabalhavam no prédio foram realocados. O DDCI foi mobilizado em caráter provisório para as dependências do 9º Batalhão de Polícia Militar.

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