Crédito: Arquivo Marcelo Gramani

Fonte: G1

O tenente-coronel da Polícia Militar e coordenador regional da Defesa Civil, Rodrigo Quintino, disse na segunda-feira (1º) que a análise feita pela Polícia Técnica Científica na gruta Duas Bocas no domingo (31) em Altinópolis (SP) é suficiente para avaliar o que teria causado o desabamento. Nove bombeiros civis morreram no desmoronamento.

Inicialmente, a Polícia Militar informou que a perícia iniciada no domingo após o acidente teria continuidade nesta segunda-feira.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a equipe do Núcleo do Instituto de Criminalística (IC) de Ribeirão Preto (SP) esteve no local e fez a perícia na entrada da gruta. No entanto, não foi possível acessar o interior por causa da instabilidade do solo e do risco de novo desabamento.

Ainda de acordo com a secretaria, a equipe da perícia aguarda a melhora das condições do solo para dar continuidade ao trabalho.

Resgate

O trabalho de retirada dos últimos quatro corpos do local do desabamento foi concluído no fim da noite deste domingo (31). Os nove corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).

Crédito: Reprodução/TV Globo

As vítimas são cinco homens e quatro mulheres.

Uma 10ª resgatada com vida foi levada em estado grave à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Outras seis pessoas ficaram feridas, mas não chegaram a ficar presas. Elas foram levadas ao Hospital de Misericórdia de Altinópolis e já receberam alta.

Um posto de comando unificado foi montado no local para auxiliar os trabalhos na Gruta Duas Bocas, que fica perto da Gruta Itambé, conhecido ponto turístico na cidade. A corporação encerrou as buscas por volta das 19h e deixou o local por volta das 23h. A chuva forte que atinge a região desde a tarde de sábado dificultou o trabalho das equipes de resgate.

Teto desabou durante treinamento

O desmoronamento aconteceu por volta da 1h de domingo (31). De acordo com o Corpo de Bombeiros, 28 bombeiros civis e instrutores faziam um treinamento no interior da gruta quando o teto da caverna desabou, deixando parte do grupo retido. A atividade era promovida por uma escola especializada.

Segundo a professora Cristina Trifoni, mãe do instrutor Rodrigo Trifoni, o grupo passaria a noite no local como parte do treinamento. O filho dela, de 32 anos, é uma das vítimas.

Por volta das 9h45, o Corpo de Bombeiros informou que a primeira vítima foi retirada com vida. O local, de acordo com a corporação, colapsaou e havia risco de novos desmoronamentos. Foi preciso escorar a área para que o trabalho de resgate seja feito de forma segura.

O helicóptero Águia, da Polícia Militar, auxiliou no transporte de bombeiros e socorristas até a entrada da gruta.

Em nota, o governo do estado informou que uma força-tarefa foi montada no local. Especialistas em resgate, técnicos da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e um geólogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foram levados de helicóptero a Altinópolis para reforçar o trabalho.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros informaram que não foram comunicados anteriormente sobre a realização do treinamento.

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