Crédito: Reprodução/EPTV

Fonte: G1

Pelo menos duas famílias que moram na região da barragem da represa no Brejo Grade, em Paraisópolis (MG), precisaram ser retiradas de suas casas. A prefeitura informou que retirou as famílias e interditou o acesso ao Parque Municipal do Brejo Grande para a realização de trabalhos de recuperação da barragem, que corre risco de rompimento.

Segundo o Prefeito Éverton de Assis, desde o início de 2021, as equipes da prefeitura buscam a recuperação da represa no Parque Ecológico do Brejo Grande. Apesar do parque existir há mais de 50 anos, ele não estava cadastrado no Instituto Mineiro de Gestão de Águas, órgão responsável pela fiscalização em todo o país.

A Defesa Civil, o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) e o Corpo de Bombeiros orientaram para que a passagem de veículos no local também fosse paralisada, uma vez que a estrutura está classificada como “nível 3” de risco de rompimento. Um novo acesso ao Pico do Machadão está sendo providenciado.

“Algumas medidas devem ser tomadas rapidamente. Pra dar início ao projeto, nós temos que desocupar a área que está em vermelho, porque a nossa represa está condicionada no primeiro projeto de novembro do ano passado no nível 3 de risco, um nível muito alto de risco. Então, nós estamos desocupando duas residências próximas à represa Brejo Grande para segurança das pessoas, é uma forma preventiva”, afirmou o prefeito.

A prefeitura informou que a ação é preventiva e não há risco iminente de rompimento da estrutura. Os procedimentos são necessários para a recuperação da barragem.

Ainda de acordo com a prefeitura, as famílias notificadas recebem assistência do Serviço Social e as famílias que não moram na área de abrangência serão visitadas no decorrer dos dias.

A barragem

A barragem da represa no Brejo Grande foi construída na década de 70 para captar água. Ela foi construída na Serra da Mantiqueira, com 1,4 mil metros de altitude, ocupando uma área de 12 hectares. Ao longo dos anos, outra fonte de abastecimento foi construída, mas o lago artificial do bairro Machadão virou cartão postal da cidade.

Em novembro de 2018, um laudo de vistoria alertou que a barragem poderia romper por ter infiltrações e rachaduras na lateral do aterro. O diagnóstico apontou a necessidade, em caráter de urgência, de obras de recuperação.

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