Crédito: Reprodução/RBS TV

Fonte: G1

O Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul ainda trabalha, na manhã desta sexta-feira (16), para combater focos de incêndio dentro do prédio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-RS). O fogo na sede da pasta começou na noite de quarta (14). Dois bombeiros seguem desaparecidos. Veja acima imagens de como ficou o prédio por dentro.

De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Porto Alegre, tenente coronel Eduardo Estevão Rodrigues, que coordena as operações de busca e resgate, 42 bombeiros e seis cães estão trabalhando no prédio.

“Nós estamos ainda de forma concomitante fazendo combate ao fogo. Terminamos de combater o incêndio em um lado, vamos dizer assim, e se inicia o incêndio em outro. Então esses focos muitas vezes atrapalham o trabalho dos cães. A maior dificuldade é ainda debelar os focos para que a gente tenha acesso à área”, diz.

Crédito: Reprodução/RBS TV

Segundo o comandante, também está sendo feito um trabalho de afastamento de risco, já que ainda há pedaços de laje que podem cair. O trabalho no prédio continuou na noite de quinta-feira (15).

“Esse trabalho foi muito positivo porque nos deu acesso a outras áreas, em que os nossos cães e as nossas equipes de resgate em estruturas colapsadas pôde adentrar a edificação acessando outros locais. Estão sendo intensificadas para que nós fiquemos dentro do prédio 24h trabalhando para encontrar as possíveis vitimas”.

Bombeiros seguem desaparecidos

Os servidores Deroci de Almeida da Costa e Lúcio Ubirajara de Freitas Munhós, trabalhavam no incêndio e são considerados desaparecidos desde 1h da manhã da quinta (15).

“Nós não vamos cessar as buscas. De forma alguma estamos considerando não encontrá-los. Quem estiver por ventura ali, nós só vamos encerrar o serviço quando encontrarmos”, destaca o comandante.

Deroci é tenente e trabalha há 22 anos como bombeiro. Ele estava comandando as guarnições em um primeiro momento, quando desapareceu. Já Munhós, sargento há 31 anos na corporação, estava de folga e foi ao local de forma voluntária para ajudar.

O incêndio

O incêndio começou por volta das 21h30 da noite de quarta-feira, 14 de julho. Ainda não há informações sobre o que causou o fogo, mas começou no quarto andar da construção, atingindo outros andares posteriormente.

Crédito: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Não há qualquer indício sobre qualquer crime em relação a esse incêndio. Embora toda uma investigação já esteja sendo feita. O estado está abrindo um processo administrativo de sindicância. É uma investigação especialmente difícil por conta do colapso de parte do prédio”, diz o governador Eduardo Leite.

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar as causas do incêndio. A apuração é liderada pelo delegado Daniel Ordahi, da 17ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre. Na tarde de quinta (15), foram ouvidos quatro servidores da Susepe que estavam no local no momento do incêndio. Outras duas servidores devem ser ouvidas posteriormente. Os depoimentos foram acompanhados por peritos.

O Plano de Prevenção contra Incêndios (PPCI) estava em dia, segundo os Bombeiros.

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