Data: 27/09/2012 / Fonte: UOL

Durante uma viagem de avião, se um passageiro passa mal, o procedimento padrão da tripulação é procurar algum médico a bordo que possa socorrê-lo. No entanto, graças às novas tecnologias que possibilitam a comunicação via satélite, já é possível oferecer mais assistência aos passageiros que necessitem de atendimento médico emergencial a bordo.

A fim de garantir essa melhora em seus serviços, a TAM acaba de fechar uma parceria com a empresa americana Medaire, que presta aconselhamento médico remoto. A partir da segunda quinzena de outubro, casos de emergência que venham a ocorrer durante voos internacionais da companhia poderão ser assistidos pela tripulação com o apoio da equipe dessa empresa.

O procedimento será o seguinte: quando um passageiro necessitar de auxílio médico, o comissário vai acionar o piloto, que entrará em contato com a Medaire via satélite e descrever os sintomas do enfermo. Baseado nesta descrição, o médico dessa empresa vai indicar quais procedimentos deverão ser tomados.

De acordo com o gerente de Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente da TAM, Marco Cantero, o serviço será prestado apenas em voos internacionais porque “a maior incidência de complicações de saúde mais graves ocorrem em viagens com mais de quatro horas de duração” – ainda que alguns voos nacionais, como o trecho São Paulo-Manaus, têm duração de quatro horas também.

Segundo ele, a maioria das situações poderá ser solucionada com atendimento de primeiros socorros. Casos como mal-estar, desmaios, vômitos recorrentes e crises de asma poderão ser atendidos pelo serviço – consultas médicas que não caracterizem emergência a bordo, como essas, no entanto, não serão contempladas.

Por ser um serviço de aconselhamento remoto, passageiros que necessitem de medicamentos ainda vão precisar da autorização de um médico voluntário a bordo. Se a situação for mais grave, o profissional da Medaire contatado poderá recomendar que a aeronave desvie para um aeroporto mais próximo e encaminhe o paciente para um hospital.

Os tripulantes da TAM estão sendo treinados para situações de emergência e inclusive já fazem testes a bordo. “A tripulação é treinada para realizar os primeiros socorros gerais, focados em problemas que podem ocorrer a bordo. Todos os procedimentos realizados pelos comissários, como massagem cardíaca, por exemplo, são regulamentados pela Anac (Agência de Aviação Civil)”, garante Cantero.

“Emergências a bordo sempre existiram. Felizmente, o número de emergências médicas a bordo que necessitam que o voo seja interrompido com um pouso intermediário não é alto. Porém, quando acontecem, os impactos operacionais são significativos”, explica o comandante Paulo Lobato, piloto chefe da companhia.

Além do apoio remoto e do treinamento da tripulação, a parceria com a Medaire vai prover também assistência para passageiros com necessidades especiais, avaliação médica pré-voo, ativação de equipe médica na chegada da aeronave e verificação dos recursos médicos no destino.

A partir de 2013, as aeronaves que fizerem rotas internacionais vão contar com desfibriladores (aparelho utilizado para restabelecer ou reorganizar o ritmo cardíaco) e a tripulação também será treinada para manusear o equipamento.

Atualmente, a TAM é a única companhia na América Latina que conta com a orientação de profissionais especializados em medicina aeroespacial. Outras aéreas internacionais também treinam sua tripulação para atendimento de emergência, como a Alitalia, Air France KLM e South African Airways – esta última conta ainda com um kit de medicamentos injetáveis, aferidor de pressão, aparelho auxiliar de respiração artificial, lanterna e tubo de oxigênio, que podem ser ministrados somente na presença de um médico a bordo.

Já na Turkish Airlines, além de os comissários terem uma noção de primeiros socorros para ajudar nos casos mais amenos, há uma caixa de primeiros socorros onde o atendimento pode ser feito sem a necessidade de uma intervenção médica. Em casos mais graves, assim como as outras companhias, procura-se um médico entre os passageiros para dar prosseguimento a assistência.

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