Crédito: Luiz Henrique Machado / Governo do Tocantins

Fonte: G1

Moradores de Lajeado, cidade vizinha de Palmas, participaram nesta quarta-feira (17) de uma simulação de situação de catástrofe. Foi uma espécie de ensaio que contou com a participação de diversas forças de segurança. A ideia foi preparar a todos para que saibam o que fazer em caso de um possível rompimento da barragem da Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães.

As sirenes do sistema de emergência foram acionadas. O barulho alto causa alarme, mas é fundamental pra salvar vidas. Assim que ouviram o sinal, as famílias saíram de casa e seguiram as placas de indicação até um ponto de resgate. Antes do treinamento, todos foram avisados de que se tratava de um teste.

“É porque a gente vê, o que a gente já viu. Nas notícias sobre o que aconteceu nas outras cidades. A gente fica na expectativa de que pode acontecer aqui também”, diz a pescadora Marisaura da Cruz Carvalho.

Além de mobilizar a comunidade, a ação também serviu para testar o trabalho integrado e um fornecer um treinamento mais realista pras forças de segurança e salvamento, que tiveram que agir como se realmente estivessem socorrendo feridos.

Crédito: Luiz Henrique Machado / Governo do Tocantins

“Isso é importante para nós porque aqui a gente vai visualizar na prática o que a gente faria numa situação real. Ou pelo menos um pouco. Obviamente que não dá para prever todas as situações”, diz o major Nilton Rodrigues, comandante dos Bombeiros.

“É uma oportunidade do poder público estar reunindo todas as instituições que fazem parte do sistema de defesa civil e fazer um treinamento conjunto”, explica o coronel Adenir Fernandes Nogueir, comandante do 22º Batalhão de Infantaria do Exército.

Até resgates na água foram treinados. “A Marinha do Brasil empregará seus meios no salvamento dessas pessoas que estarão isoladas em virtude do incidente. Estes salvamentos serão feitos por militares especializados que estarão dentro das embarcações”, informou o capitão de fragatas Artur Roberto Quirino da Silva.

Depois de resgatadas as pessoas foram levadas pra um ponto de acolhimento, montado no ginásio de esportes de uma escola da cidade. Elas tiveram acesso a atendimento médico, com simulação inclusive de um ferido grave. Também foram oferecidos outros tipos de assistência e um almoço. Até um dormitório foi montado.

Todos passaram por uma triagem, pra se ter um controle de quantas e quem são as vítimas resgatadas. Como em situações de tragédia nem sempre é possível evitar mortes, equipes da Polícia Científica também participaram da ação.

“Nós vamos identificar estes corpos de diversas maneiras. Seja pela identificação papiloscópica, das digitais, seja pela arcada dentária, seja pelo fisionomia, documentos e etc. Depois da identificação nós vamos fazer a necropsia. Os que puderem fazer a necropsia aqui mesmo nós vamos fazer e os que precisarem ser removidos para o IML central, para que sejam feitos mais exames, nós faremos também”, dia Luciano Fleury, diretor do Instituto Médico Legal do Tocantins.

Além disso, em um desastre, a identificação das possíveis causas está entre as prioridades da investigação. “O Instituto de Criminalística atua não somente no momento do desastre, mas após o desastre. São as perícias de engenharia legal e ambiente. Em que a gente vai apurar as causas do acidente, o que levou a isso ai e tudo o mais. Envolve todo o ciclo”, dia a perita criminal Milene Magalhães.

Esse é o primeiro teste do tipo realizado no Tocantins e mesmo sendo apenas para treinamento a população entendeu a necessidade e levou a situação a sério. Assim, se um dia o perigo for real, todos estarão preparados.

A dona Dalvina de Oliveira Santos, de 66 anos, fez questão de levar as netas. “É necessário, por isso eu trouxe minhas netas também, para elas verem a realidade da vida”.

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