Crédito: Samu / Divulgação

Fonte: G1

O Samu Macro Norte desenvolveu um protocolo de atendimento e triagem para atuar diante da pandemia de coronavírus. De forma resumida e simplificada, a aplicação das novas medidas de biossegurança começa quando o atendente recebe a ligação pelo 192 e termina com a desinfecção da ambulância usada.

Ubiratan Lopes Correia, chefe do Núcleo de Educação Permanente (NEP), explica que o Samu Macronorte conta com 900 profissionais e atende a 86 municípios do Norte de Minas Gerais. Além da sede, que fica em Montes Claros, outras 41 bases estão distribuídas estrategicamente pela região.

“No nosso quadro, nós temos profissionais habilitados a atender acidentes químicos, radioativos e biológicos. Estamos oferecendo treinamento presencial para os colaboradores de Montes Claros, nos períodos da manhã, tarde e noite. Além disso, damos suporte aos colegas de outras bases por videoconferência para orientações e dúvidas”, explica.

Ubiratan Correia explica que a triagem permite a identificação do quadro, possibilitando que as medidas sejam desencadeadas em seguida. Em caso de atuação do Samu para atendimento a pacientes com suspeita de Covid-19, são utilizados equipamentos de proteção individual como macacões para risco químico e biológico ou avental, óculos de proteção, luvas de procedimento e máscaras específicas.

“O Ministério da Saúde preconiza o uso de EPIs enós seguimos recomendações internacionais com o intuito de garantir uma segurança maior para os nossos profissionais e para a população”, esclarece.

Diante da suspeita de coronavírus e da eventual necessidade de transporte, o paciente também utilizará máscara cirúrgica.

Além da paramentação dos profissionais, o protocolo criado prevê medidas para a retirada dos equipamentos.

“Um estudo feito na China identificou que muitos colaboradores foram contaminados durante a retirada dos equipamentos. Por isso, estamos focando muito nisso também. Antes de retirarmos os EPIs, aplicamos uma solução que praticamente elimina os microorganismos da roupa, evitando a contaminação dos nossos colaboradores”, fala Ubiratan Lopes Correia.

Os equipamentos utilizados são descartados em seguida. Além disso, é feita também a desinfecção das ambulâncias.