Data: 12/04/2016 / Fonte: G1

Mariana/MG – A Mineradora Samarco foi notificada nesta segunda-feira (11) para conter o vazamento que ocorre desde o dia 5 de novembro do ano passado quando a barragem de Fundão se rompeu em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A decisão foi tomada pelo juiz Luis Fernando De Oliveira Benfatti, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte.

Segundo a empresa, a ordem deve ser cumprida até o dia 18 de abril, quando termina os cinco dias úteis de prazo a partir da notificação.

A contenção deve ser feita sob pena de multa diária de R$ 1 milhão. A decisão atende ao pedido feito pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) no dia 4 de abril.

A promotoria alega que a perícia identificou que, só em 2016, cinco milhões de m³ de rejeitos desceram para a Bacia do Rio Doce. A mineradora projetou quatro diques após o desastre ambiental com o objetivo de conter o vazamento.

Segundo a ação, “os `diques’ foram construídos de forma precária, sem observância das normas técnicas pertinentes, não possuindo a capacidade de retenção e filtragem necessárias”.

Uma equipe do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)  com 15 técnicos começaram nesta terça-feira (12) uma vistoria em 19 pontos da área onde aconteceu o rompimento.

Segundo última análise feita pelo órgão no dia 31 de março, a turbidez da água que tem vazado do local está dentro dos parâmetros. Mas, o órgão afirma que a estrutura construída pela mineradora não resistiria em caso de chuva.

A Samarco afirma que depois que o terceiro dos quatro diques previstos para conter o vazamento foi concluído no dia 26 de março, a qualidade da água melhorou. Estruturas definitivas ainda serão construídas no local. Estes projetos também estão sendo analisados pelo Ibama.

Desastre
A barragem de Fundão, pertencente à Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues e deixando centenas de desabrigados.

A lama gerada pelo rompimento atravessou o Rio Doce e chegou ao mar do Espírito Santo. No percurso do rio, cidades tiveram de cortar o abastecimento de água para a população em razão dos rejeitos

Dezenove pessoas morreram. O último corpo a ser encontrado foi o de Ailton Martins dos Santos, de 55 anos. Ele foi localizado no dia 9 de março. O corpo de Edmirson José Pessoa, de 48, funcionário da Samarco, ainda está desaparecido.

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