Divulgação/Agência Brasil
Data: 12/01/2016 / Fonte: G1

Mariana/MG – Pela segunda vez em menos de dois meses, a mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, descumpriu o prazo para a entrega do plano de emergência em caso de rompimento das barragens de rejeitos de minério em Mariana, na Região Central.  A justiça havia estipulado a data de 9 de janeiro, como foi no fim de semana o prazo venceu nesta segunda-feira (11).

A primeira data era em 3 de dezembro. No dia 16 daquele mês, a Justiça estipulou uma nova data. De acordo com a mineradora, o relatório elaborado por uma consultoria ainda não havia sido entregue na noite desta segunda-feira.

“A Samarco deve receber o relatório da consultoria especializada contratada ainda hoje, para poder encaminhá-lo aos órgãos e autoridades competentes com a maior brevidade possível”, disse a empresa em comunicado.

No dia 5 de dezembro, o promotor de Meio Ambiente Mauro Ellovitch considerou o descumprimento do primeiro prazo como um fato “grave”, já que o plano é essencial para projetar o que aconteceria caso as estruturas se rompessem.

“O risco das barragens existe, é um risco concreto, e o estado precisa desse estudo pra poder se planejar. Otimizar eventuais ações de resgate, já planejar antecipadamente eventuais necessidades de fornecimento de água pras cidades pra que não aconteça um desespero como aconteceu no rompimento da barragem de Fundão”, afirmou Mauro Ellovitch.

De acordo com a Samarco, nas barragens remanescentes do complexo em Mariana os níveis de equilíbrio em Germano estão em 1,51 no Dique de Selinha – 51% acima do equilíbrio limite que é 1,0 – e 1,97 no dique principal; já em Santarém, o fator de segurança é de 1,37.

A empresa afirmou que está fazendo obras de reforços nas duas barragens e que estas intervenções devem acabar até 15 de janeiro em Germano e até a 2ª quinzena de fevereiro em Santarém.

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