Luís Fernando de Araújo
Data: 25/11/2019 / Fonte: ISB

Brasília/DF – A Frente Parlamentar Mista de Segurança Contra Incêndios (FPMSCI) reiniciou seus trabalhos. A retomada aconteceu na última terça-feira (19), no salão nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília. Durante o lançamento, foram anunciadas as prioridades do comitê, entre elas o aprimoramento da legislação e proteção contra incêndios no Brasil, incluindo patrimônios históricos, culturais, públicos e privados. Além disso, o movimento pretende buscar a certificação de equipamentos e instalações de segurança, capacitar e qualificar profissionais da área de segurança e padronizar a coleta e divulgação de dados de incêndios e causas no Brasil.

A FPMSCI, a partir de agora, será presidida pelo deputado federal Guilherme Derrite. “O histórico no Brasil mostra que só evoluímos após grandes tragédias. Mas a intenção desta Frente Parlamentar é justamente ao contrário, ou seja, queremos evoluir nesse assunto antes dos desastres. Vamos nos reunir com frequência para discutir esse tema tão relevante que é a segurança contra incêndios. Pode ter certeza que muitos resultados positivos sairão dessa gestão”, comenta.

George Cajaty, presidente da Associação Luso Brasileira de Segurança Contra Incêndio (ALBRASCI) e membro do Conselho Consultivo da Frente Parlamentar, explica o trabalho que o grupo vem realizando ao lado de Marcelo Lima, diretor geral do Instituto Sprinkler Brasil (ISB). “O nosso trabalho é tentar dimensionar o tamanho do problema de incêndios que existe no Brasil. Atualmente, não existe estatística nacional de incêndios. Não sabemos quantas pessoas morreram e quantas ficaram feridas. Não conseguimos quantificar o prejuízo desse problema”, avalia.

“Temos muito a desenvolver dentro dessa parte de conhecimento. Depois, a questão da formação dos profissionais. Evoluímos bastante, mas ainda os engenheiros não têm nenhuma matéria de segurança contra incêndios. Outro tema importante que temos em discussão é a proteção dos patrimônios históricos. Não é apenas o prédio, mas as obras que estão dentro do local. Temos que entender melhor essa situação e saber como podemos melhorar. É muito mais barato prevenir do que depois tentar recuperar, até porque algumas perdas são irreparáveis”, analisa. “Pensamos na prevenção e queremos evitar que incêndios aconteçam. Temos que criar nas pessoas a consciência da prevenção e explicar que essas questões ocorrem. Se o cidadão tiver essa consciência, os problemas serão amenizados”, completa Cajaty.

O vice-presidente da FPMSCI, deputado Pedro Westphalen (PP/RS), médico e vice-presidente da CNSaúde, aponta que o encontro é um instrumento importante na consolidação de novas obrigações. “Esse é um tema de segurança nacional. Como podemos melhorar o nosso sistema de saúde em relação aos incêndios? Essa comissão é um instrumento político muito importante para a melhoria da segurança contra esse grave problema. A política é a arte de tornar realidade o sonho de uma população. Temos que transformar nossas ações em realizações. Juntos, vamos construir um país melhor”, afirma.

Já o deputado Rodrigo Agostinho (PSB/SP), também vice-presidente da FPMSCI, comenta que o desafio é enorme em se tratando de combate a incêndios. “A maioria do Brasil não tem estrutura nenhuma de apoio, de suporte, nas mais diferentes ocorrências que são hoje cobertas pelo Corpo de Bombeiros. A maior parte dos municípios não possui nenhuma organização nesse sentido. Normalmente quem atua nessas situações são brigadistas ou voluntários. Temos um desafio enorme de criar um ordenamento jurídico para que possamos estruturar essa rede de proteção no nosso país e na questão da normatização dos equipamentos. É uma luta que vale a pena”, diz.

Além da deputada federal Celina Leão e da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Kátia Bógea, o evento contou com a participação de diversas autoridades civis e militares.

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