Crédito: Fabiane de Paula/SVM

Fonte: G1

Duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Fortaleza, sem caracterização, foram designadas pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) exclusivamente para o atendimento a pacientes com suspeitas ou confirmações da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Segundo o órgão, os veículos operam “em situações de impossibilidade de locomoção”.

“Nossos hospitais não terão pronto-socorro. Os pacientes deverão procurar inicialmente os postos de saúde e as UPAs. Havendo necessidade, serão encaminhados, mediante regulação, em ambulâncias do Samu”, comenta a secretária Joana Maciel, ao explicar a logística de atendimento à qual as ambulâncias do Samu fazem parte.

Atualmente, a Fortaleza dispõe de nove bases descentralizadas do Samu 192, alocadas em toda a cidade. De acordo com a SMS, os profissionais do serviço foram devidamente capacitados para lidar com pacientes suspeitos ou confirmados, seguindo recomendações do Ministério da Saúde (MS) e utilizando material de proteção individual.

Além das duas ambulâncias descaracterizadas, a frota de Fortaleza tem 19 ambulâncias básicas, duas intermediárias, seis avançadas e 10 motolâncias. Ao todo, 338 profissionais atuam no Samu Fortaleza, incluindo 98 socorristas, 81 enfermeiros e 77 médicos.

Ampliação

A nível estadual, o Samu 192 Ceará cobre 178 municípios cearenses, com 17 bases regionais e 69 bases descentralizadas. Ao todo, cada turno tem 368 profissionais, conforme a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), incluindo 148 socorristas e 36 médicos. A frota conta com 148 ambulâncias, duas motolâncias e dois aeromédicos.

O coronel João Vasconcelos, coordenador do Samu Ceará, assegura que não houve necessidade de reforço nas equipes porque o serviço já possui um plano de expansão. Só em 2020, foram inauguradas 11 novas bases no interior do estado, e a previsão é de abrir mais 10 na próxima quinzena.

Acostumados a atender a acidentes de trânsito, quedas, acidente vascular cerebral (AVC) e convulsões, os profissionais passaram a receber mais chamados por suspeitas de casos de covid-19, segundo o coordenador. Contudo, ele não detalhou números de atendimento.

“Desde o início da pandemia, tivemos treinamento com várias lives sobre o procedimento que os profissionais devem adotar com o paciente. Porque, como eles trabalham em via pública, pré-hospitalar, não têm como saber se a pessoa está infectada ou não”, explica.

Capacidade

Os profissionais também receberam mais equipamentos de proteção individual, incluindo “roupas especiais”. As ambulâncias são constantemente higienizadas por uma empresa terceirizada, e os equipamentos de uso coletivo são limpos com álcool 70%.

Conforme a portaria 1.010/2012, do Ministério da Saúde, cada Unidade de Suporte Básico (USB) deve ser tripulada por, no mínimo, dois profissionais: um condutor de veículo de urgência e um técnico ou auxiliar de enfermagem. Já em cada Unidade de Suporte Avançado (USA), deve haver, no mínimo, um condutor, um enfermeiro e um médico.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui