Crédito: Beto Soares/Estúdio Boom

Morte evidente ou morte óbvia são situações em que o corpo apresenta sinais que indiretamente asseguram a condição de morte, tais como: rigidez cadavérica, decapitação, esmagamento de crânio com perda de massa encefálica e ausência de pulso central, carbonização, segmentação do tronco, livores de hipóstase que é a estase sanguínea que ocorre no corpo pela ação da gravidade ou sinais evidentes de decomposição. A Resolução do Cofen nº 653, de 23 de outubro de 2020, normatiza a prerrogativa de identificação de morte óbvia por profissionais de enfermagem em serviços públicos e privados de atendimento pré-hospitalar móvel.

O que os serviços de APH móvel devem fazer?

  • Desenvolver protocolos operacionais que definam critérios, normativas e padrões para atendimento da resolução;
  • Pactuar os protocolos com as instituições e serviços que integram o Comitê Gestor da Rede de Urgência e Emergência;
  • Garantir e disponibilizar a capacitação para os profissionais de enfermagem.

O que os profissionais de enfermagem precisam fazer?

  • Identificar e registrar os sinais de morte óbvia, a partir da realização da avaliação inicial e exame físico;
  • Seguir o protocolo institucional e informar a Central de Regulação das Urgências sobre a situação encontrada na cena;
  • Realizar as orientações aos familiares ou acompanhantes presentes na cena.

Acesse a Resolução do Cofen nº 653/2020 em https://bityli.com/7VHvC.

Fonte: Eduardo Fernando de Souza, Coordenador da Comissão Nacional de Urgência e Emergência do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem); Marcos Aurélio da Silva Fonseca, Enfermeiro e vice-presidente do COBEEM (Colégio Brasileiro de Enfermagem em Emergência).

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