Crédito: Arquivo Cetesb

A importância do First Responder diante dos riscos que envolvem um acidente com produtos perigosos

Por Luana Cunha/Jornalista da Revista Emergência

O transporte de produtos perigosos é algo muito presente no dia a dia das rodovias brasileiras e, consequentemente, uma das atividades que mais gera acidentes no país. Infelizmente, não há uma estatística nacional confiável, entretanto, a partir deste ano, a Comissão de Estudos de Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos de São Paulo, do CB-16 (Comitê de Transporte e Tráfego), da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), passou a realizar um levantamento de dados de acidentes rodoviários com produtos perigosos, o que, segundo especialistas, é essencial para o conhecimento e o gerenciamento dos riscos envolvidos nesta atividade, por parte dos órgãos públicos e privados. De acordo com a comissão, de janeiro a outubro de 2020 foram contabilizados 700 acidentes em rodovias do Estado.

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de SP) também traz dados importantes. Segundo a companhia, foram 5.500 acidentes rodoviários atendidos pela Cetesb nos últimos 40 anos, dos quais 65% ocorreram em áreas rurais. “Em termos de criticidade, considerando que a preservação da vida humana é sempre a prioridade, os acidentes em áreas urbanas apresentam maiores chances de causarem danos à vida e à saúde das pessoas. Por outro lado, do ponto de vista ambiental, nas áreas rurais há um número muito maior de recursos hídricos com ótima qualidade e utilizados como captação pública e tais recursos são afetados em cerca de 20% dos acidentes rodoviários ocorridos em áreas rurais”, explica o Químico Edson Haddad.

Para Marco Aurélio Rocha, Especialista em Gerenciamento de Emergências e Desastres, em Higiene e Segurança, em Segurança contra Incêndio e Pânico e em Toxicologia Geral, o aumento significativo na frequência deste tipo de evento pode estar associado à proliferação do processo industrial, desenvolvimento tecnológico, novas fontes de energia e produtos combustíveis e, até mesmo, ao aumento do transporte de cargas em geral.


Confira a reportagem completa na edição de novembro/dezembro da Revista Emergência.