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Profissionais destacam os desafios da relação entre os serviços de APH e intra-hospitalar

Por Paula Barcellos/Editora e Jornalista da Revista Emergência

A boa relação entre os equipamentos (instituições) de saúde que compõem a RUE (Rede de Urgência e Emergência) é fundamental. SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), UPA (Unidade de Pronto Atendimento), UBS (Unidade Básica de Saúde) e demais elementos precisam estar em sintonia para o melhor benefício do paciente. Uma das relações mais importantes e também, muitas vezes, mais difíceis, está a do APH e a do intra-hospitalar. Questões como superlotação, estresse ocupacional, legislação obsoleta, falta de empatia, de recursos humanos e materiais, da compreensão do papel de cada um na rede, da importância da regulação e da importância da gestão estão entre os obstáculos para esta harmonia, que em tempos de pandemia se torna ainda mais necessária.

“A integração implica em uma organização melhor da RUE, tanto estrutural como operacional, em todos os níveis da assistência. No caso da integração entre APH e intra-hospitalar, ela melhorou muito desde a oficialização do SAMU 192, em 2003, junto com a política nacional de atenção às urgências. Hoje em dia, há um entendimento melhor das equipes da porta de urgência do intra-hospitalar do que são as atividades e responsabilidades do APH. Mas a constante superlotação destas portas de entrada acabam por desgastar esta relação. E ainda temos muito a melhorar”, diz o Médico Emergencista e Coordenador Médico do SAMU Regional Assis/SP Antonio Onimaru.

SUPERLOTAÇÃO

Para o coordenador da Comissão Nacional de Urgência e Emergência do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), Eduardo Fernando de Souza, a integração é fragilizada  desde a atenção primária até o componente hospitalar da RUE (Rede de Urgência e Emergência).


Confira a reportagem completa na edição de agosto/outubro da Revista Emergência.