Arquivo Pessoal
Data: 16/07/2019 / Fonte: Revista Emergência / Luana Cunha

Médico do GRAU (Grupo de Resgate e Atenção às Urgências) fala sobre as peculiaridades que envolvem as ocorrências com crianças

Especialista na área de Emergências Pediátricas há mais de dez anos, Mario Fuhrmann Neto, atualmente médico do GRAU (Grupo de Resgate e Atenção às Urgências), ressalta a importância do treinamento prático e da vivência para os profissionais que atuam no atendimento a emergências pediátricas. Segundo ele, além do conhecimento técnico é de extrema importância que o profissional controle suas emoções e ansiedade, visto que este tipo de ocorrência gera grande comoção, devido ao fato de a vítima ser criança.

Em entrevista à Emergência, Neto fala sobre as peculiaridades que envolvem as Emergências Pediátricas, considerando as características anatômicas e fisiológicas da criança, bem como protocolos de atendimento e procedimentos realizados durante e depois da ocorrência. O médico também ressalta a importância da preparação e da integração das equipes, alinhado ao uso de equipamentos adequados para este tipo de atendimento.

COMO O SENHOR ACABOU SE INTERESSANDO PELA ÁREA DE APH E PELAS EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS?
Quando eu estava na faculdade havia um projeto de Atendimento Pré-Hospitalar chamado de Projeto Alfa e eu comecei a fazer parte deste programa, conhecendo e me identificando com o pré-hospitalar. O APH é algo que te contamina, é uma adrenalina nova, não existe rotina, cada dia é uma nova ocorrência e isto é contaminante. Em relação às emergências pediátricas a escolha por esta área específica foi uma consequência. Na época da residência, quando eu estava fazendo Cirurgia Geral e precisava escolher uma especialidade, percebi que o cirurgião geral atende, evidentemente, o trauma grave, mas não se sente à vontade para atender uma criança traumatizada, por não ser pediatra. E o pediatra, por sua vez, também não se sente à vontade de atender à vítima de trauma grave. Sendo assim, achei que estudar emergência pediátrica, além de ser fascinante, era algo necessário diante da demanda.

Confira a entrevista completa na edição de julho da Revista Emergência.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui