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Data: 16/07/2019 / Fonte: Revista Emergência/Bruna Klassmann

Atualmente, as edificações históricas no Brasil permanecem sem sistemas contra incêndio, enfrentando dificuldades na implantação e adequação

Eram 19h30min, do dia 2 de setembro de 2018, quando as chamas atingiram o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro/RJ. Mesmo com o acionamento feito imediatamente, quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, o incêndio já havia se propagado rápido demais, destruindo a maior parte do acervo, de cerca de 20 milhões de itens, entre eles, fósseis, múmias, peças indígenas, registros históricos e obras de arte que viraram cinzas. De acordo com o laudo emitido pela Polícia Federal, o fogo teria começado em um dos aparelhos de ar condicionado localizados no auditório térreo do prédio de três andares. O Museu Nacional não possuía seguro, brigada de incêndio, assim como, diferentes equipamentos de proteção contra incêndio, como detector e alarme de incêndio, sprinkler, portas corta-fogo, entre outros. “O patrimônio histórico edificado, portanto, protegido por tombamento em alguma instância, normalmente não atende às exigências de segurança contra incêndio de regulamentações e normas, pois estas não existiam à época de sua construção”, ressalta a arquiteta e urbanista, Rosaria Ono, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da USP (Universidade de São Paulo). No caso do museu em questão, o prédio foi construído por volta de 1.800, como residência da família real portuguesa. Anos depois, a edificação foi tombada e transformada em museu, não sofrendo nenhuma mudança estrutural.

Mas, o incêndio do Museu Nacional não foi a primeira ocorrência do país em prédios com acervos de valor artístico, histórico e científico. Infelizmente, nos últimos anos, os brasileiros têm vivenciado grandes incêndios envolvendo estes tipos de edificações, o que já trouxe perdas irreparáveis para a ciência, a memória, a história do Brasil e para a humanidade como um todo.

Confira a reportagem completa na edição de julho da Revista Emergência.

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