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Data: 14/06/2019 / Fonte: Revista Emergência / Luana Cunha

Presidente da ALBRASCI, coronel George Cajaty Barbosa Braga, fala sobre projetos na área de Segurança Contra Incêndio, ressaltando a importância de investimentos no setor

Dedicado à área de Segurança Contra Incêndio há mais de 25 anos, o coronel do Corpo de Bombeiros Militar do DF, George Cajaty Barbosa Braga, atual presidente da ALBRASCI (Associação Luso-Brasileira para Segurança Contra Incêndio), fala sobre metas e projetos da entidade no setor. Criada em 2010, a Associação tem como objetivo principal promover e desenvolver a Segurança Contra Incêndio, em Portugal e no Brasil, em relação à capacitação de profissionais e divulgação e conhecimento da área, bem como investigação e desenvolvimento tecnológico.

Em entrevista à Revista Emergência, o coronel George comenta sobre a importância de investimentos oriundos do governo e parcerias com outras entidades da área, para a evolução da Segurança Contra Incêndio como um todo no país, visando à segurança de pessoas, meio ambiente e patrimônio. Ele também cita os diversos trabalhos de pesquisa e fomento dos grupos de estudo dos quais é membro, voltados para a prevenção, combate e investigação de incêndio.

COMO E POR QUE ACABOU SE ESPECIALIZANDO NA ÁREA DE SCI E COMO CLASSIFICA A PESQUISA NO BRASIL QUANTO A ESTE SETOR?
No meu caso particular, aconteceu de o Corpo de Bombeiros Militar ter criado o Quadro Complementar de Oficiais, em 1994, quando ainda me encontrava fazendo mestrado em Física de Estado Sólido na UnB (Universidade de Brasília). Nesta época, foram contratados diversos profissionais voltados para a área técnica como engenheiros Civil, Eletricista, Mecânico e Químico, além de um físico, com alguns deles sendo direcionados para trabalharem no Centro de Investigação e Prevenção de Incêndios (hoje Diretoria de Investigação de Incêndio). Tornando a história mais curta, foi natural que, sendo a investigação de incêndio baseada no conhecimento técnico-científico, em pouco tempo me voltasse para a realização da pesquisa em incêndio, inicialmente na área de comportamento do fogo e dinâmica do incêndio. Logo em seguida, com a finalização do meu doutorado (2001), e a aprovação de projetos de pesquisa, a partir de 2006, por agências financiadoras, e com a experiência adquirida ao trabalhar de 2009 a 2011 no grupo de Tecnologia de Combate a Incêndio, do antigo Building and Fire Research Laboratory (hoje Engineering Laboratory), do NIST (National Institute of Standards and Technology), foi possível criar uma estrutura de pesquisa que permite realizar ensaios de bancada em materiais e ensaios em tamanho real de incêndio. Atualmente, realizamos diversos trabalhos voltados para a prevenção, combate e investigação de incêndio. Infelizmente, a pesquisa nas áreas de SCI no Brasil, mesmo após incêndios graves como Gran Circus Norte-Americano, na década de 60, Joelma e Andraus, na década de 70, Grande Avenida, na década de 80, ou os mais recentes, como da boate Kiss, Ultracargo, bem como Museus da América Latina, Língua Portuguesa e Nacional, ainda é muito incipiente comparada ao resto do mundo, em especial América do Norte, Europa e Ásia. Isto é um retrato de como a Segurança Contra Incêndio é vista no nosso país, onde nem mesmo ela existe como área de pesquisa na CAPES e só muito recentemente ela foi inserida como área de pesquisa no CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Confira a entrevista completa na edição de junho da Revista Emergência.

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