Crédito: Arquivo Pessoal

Por Paula Barcellos/Editora e Jornalista da Revista Emergência

Enfermeira fala sobre o serviço pioneiro de Resgate Aeromédico em plataformas marítimas na Bacia de Campos

Com formação base em Segurança do Trabalho, a Enfermeira do Trabalho Célia Aparecida de Barros teve sua atuação voltada ao setor de Saúde Ocupacional e de Emergências. “Além de Enfermeira do Trabalho, também sou Técnica de Segurança do Trabalho, ambas me deram um olhar de prevenção de acidentes e atendimento emergencial ao trabalhador, seja por acidente ou doença”, diz.

Atuando por três décadas na Petrobras, Célia foi Supervisora de Enfermagem do Resgate Aeromédico das plataformas marítimas da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, acompanhando o início do serviço pioneiro, em 1987, considerado referência na época. Esta experiência lhe proporcionou vivenciar as demandas em relação às emergências no universo peculiar das plataformas marítimas. Célia também participou de uma das maiores emergências no segmento, o acidente com a P-36 que, neste ano, completou 20 anos. Na oportunidade, ela coordenou os profissionais da saúde durante o atendimento da tragédia.

PERFIL
CÉLIA APARECIDA DE BARROS

Graduada em Enfermagem pela UNIFESP (em 1979), especialista em Enfermagem do Trabalho também pela UNIFESP (em 1980), formada em Técnica de Segurança do Trabalho (em 1984) e Mestre em Enfermagem em Saúde Coletiva e Saúde do Trabalhador pela USP (em 2000). Trabalhou por 30 anos na Petrobras como Enfermeira do Trabalho, atuando, entre diversos cargos, como Supervisora de Enfermagem do Serviço de Resgate Aeromédico para atendimento às emergências em plataformas marítimas na Bacia de Campos, o que lhe deu experiências em diversas ocorrências em plataformas, como no acidente da P-36, em 2001. Foi gerente da área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde por 15 anos.

Tem experiência em rádio e TV com foco em educação em saúde, como redatora e oradora de filmes de primeiros socorros em unidades marítimas, além de experiência em prevenção e combate a derramamentos de óleo e licenciamento ambiental.

COM FORMAÇÃO BASE EM PREVENÇÃO DO TRABALHADOR, COMO A SENHORA SE INTERESSOU PELA ÁREA DAS EMERGÊNCIAS?

Assim que me formei, me especializei em Enfermagem do Trabalho, curso que tinha como uma das disciplinas emergências e primeiros socorros, assunto que sempre me interessou motivado por um episódio pessoal que foi a perda de meu irmão mais velho em um acidente aéreo, que teve como causa a ponta de um cigarro jogada na lixeira do banheiro da aeronave, ocasionando um incêndio e sua queda nos arredores do aeroporto de Orly, na França com 230 passageiros e poucos sobreviventes. Por mais que os bombeiros e médicos estivessem a postos e próximos ao acidente, não foi possível debelar o fogo, sendo que todas as vítimas fatais morreram pela intoxicação por fumaça. Esta tragédia ocorreu em 11 de julho de 1973, e trouxe muitos aprendizados para a prevenção de acidentes aeronáuticos, como, por exemplo, a proibição de fumar dentro da aeronave e a formação de brigadas de emergências com mais e frequentes treinamentos no atendimento de múltiplas vítimas.


Confira a entrevista completa na edição de novembro/janeiro da Revista Emergência.