Valdir Lopes
Data: 12/09/2019 / Fonte: Revista Emergência / Luana Cunha

Médico cirurgião e coordenador do curso de Pós-Graduação de Medicina de Emergência fala sobre as conquistas da especialidade e o atendimento ao trauma no país

Com atuação em Medicina de Emergência e Cirurgia do Trauma há mais de 15 anos, o médico Bruno Monteiro Tavares Pereira fala sobre os efeitos que a especialidade trouxe para o atendimento pré-hospitalar no Brasil, ressaltando a importância de treinamentos e reciclagens por parte dos profissionais da área de saúde. “O reconhecimento da Medicina de Emergência como especialidade é um fato que está revolucionando o setor. Hoje, a Emergência é vista pelos profissionais como um mercado de trabalho e isto é ótimo”.

Em entrevista à Emergência, Pereira também relata sua experiência internacional no Ryder Trauma Center, em Miami, destacando os procedimentos realizados pela Medicina de Guerra que podem ser aplicados ao Atendimento Pré-Hospitalar. O cirurgião ainda ressalta a importância da cultura de prevenção junto à comunidade para a redução de ocorrências envolvendo traumas no país.

COMO O SENHOR SE INTERESSOU PELA ÁREA DE EMERGÊNCIA?
Meu pai é cirurgião e eu sempre quis ser médico e a área da emergência sempre me chamou muita atenção, principalmente pelo fato de salvar e ver o resultado imediato. Me formei em Medicina em 2003 e no segundo ano da faculdade fiz um curso no Anjos do Asfalto e ali tive certeza da área que eu queria seguir. Posteriormente, fiz residência em Cirurgia Geral e Cirurgia do Trauma. Em 2007, fui para Buenos Aires fazer pós-graduação de Medicina de Emergência, pois, na época, não existia no Brasil. Eu sentia esta necessidade de entender melhor o doente crítico na sala de emergência. Foi por isto que busquei a pós-graduação, na qual eu esqueci um pouco da cirurgia e aprendi muito sobre sala de emergência. Em 2008, fui para os Estados Unidos, onde tive a experiência com treinamento de guerra. Em relação a trabalhos, logo após me formar e ainda na residência médica, trabalhei no Corpo de Bombeiros de Humaitá/RJ, como médico bombeiro e depois fui trabalhar em uma concessionária de rodovia, na qual fiquei por quase seis anos. Foi um longo período de APH e um direcionamento da carreira para urgência, emergência e trauma. De 2013 a 2016 assumi a codiretoria do Comitê de Desastres da Sociedade Panamericana de Trauma, obtendo mais experiência com o ADMR (Advanced Disaster Medical Response Course) e começando a estudar cenários catastróficos.

Confira a entrevista completa na edição de setembro da Revista Emergência.

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