Crédito: Beto Soares/Estúdio Boom

O processo da urgência em “redes vivas” de atenção e regulação

A palavra regulação deriva do latim regula ou regere no sentido de guiar, controlar, ordenar algo ou alguém visando à manutenção da estabilidade de um sistema próximo a um valor de referência, de acordo com um critério de aceitabilidade pré-definido. Surgido pela primeira vez no arcabouço normativo do SUS na NOB (Norma Operacional Básica) 01/1996, “regulação” é um termo novo na saúde pública, embora permeie a ciência desde a década de 1920, originada nos primeiros estudos sobre os princípios de organização dos sistemas vivos do médico, filósofo e economista Alexander Bogdanov, aos quais denominou Tectologia (do grego tekton – construtor; a ciência das estruturas), citam G. Rispoli e Y. Rossius.

Seu objetivo era tentar explicar os princípios de organização de todas as estruturas, vivas ou não vivas, como sistemas que pudessem ser entendidos em termos de dois mecanismos organizacionais básicos (formação e regulação) para constituir três tipos de organização: sistemas complexos organizados, complexos desorganizados e mistos. A realimentação e a autorregulação teriam papel central na organização de um sistema, como forma de restaurar seu estado “estacionário” de individualidade à medida que amplia seu sistema interno de trocas e suas relações de trocas com o meio externo.


Dados do autor:

Cláudio Roberto Freire de Azevedo – médico e coordenador no Núcleo de Educação Permanente do SAMU 192 – Regional Fortaleza/CE
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