Beto Soares/Estúdio Boom
Data: 15/08/2019 / Fonte: Thiago Paes de Barros De Luccia, Carmem Fabiana Rodrigues de Araujo e Armando Cesar Cerejeira Rodrig

No atendimento pré-hospitalar, muitas vezes, decidir o momento certo para se fazer a remoção de uma vítima é uma tarefa difícil. Na literatura médica que trata do atendimento pré-hospitalar da vítima politraumatizada, que pode estar em PCR (Parada Cardiopulmonar), ou não, existe um questionamento de qual seria a melhor conduta a se tomar: remover a vítima rapidamente para o hospital ou estabilizá-la na cena do trauma e só então levá-la ao hospital? Em inglês este questionamento é resumido na sentença: “Scoop and run or stay and play?”. “Scoop and run – não tardar e partir” seria a remoção rápida, logicamente seguindo os protocolos estabelecidos pelo PHTLS e ATLS (focando na manutenção das vias aéreas, controle de sangramentos externos e choque, imobilizações básicas, etc). “Stay and play – ficar e agir” envolve múltiplas ações que podem ser realizadas na cena da ocorrência, que abrangem desde intubação orotraqueal e administração de drogas a descompressões torácicas e cesáreas perimortem de emergência.

A ligação entre tempo de chegada ao hospital e o bom desfecho de vítimas gravemente feridas, se deu historicamente pela comparação dos atendimentos dos soldados dos EUA nas Guerras da Coréia (1950 a 1953, com  33.729 mortes de soldados dos EUA segundo a ONU, conforme consta no Acervo Estadão) e do Vietnã (1955 a 1975, com 58 mil mortes de soldados dos EUA, segundo Q. Le). Na Guerra da Coréia, o tempo médio de chegada ao hospital era de cinco horas, enquanto que na do Vietnã era de uma hora, conforme S. Taran. Percebeu-se que quanto antes o ferido chegasse ao hospital melhor seriam suas chances de recuperação.

Confira o artigo completo na edição de agosto da Revista Emergência.

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