Chamando o Corpo de Bombeiros – Parte 1

No texto anterior discorri sobre a importância do número de telefone 193, uniformizado em todo o Brasil para a chamada do Corpo de Bombeiros. Mas será que basta lembrar-se desse número?

Ainda na ativa passei por uma experiência mostrando que não basta!

De plantão como comandante de atendimento de área, tarde da noite, um operador do Centro de Comunicações acordou-me informando que uma pessoa estava contatando para informar da ocorrência e um incêndio, mas não sabia onde estava. Explico: tratava-se de um vigilante que havia sido deixado por sua empresa terceirizada em um mercado, para vigia-lo no turno da noite.

Orientado a buscar essa informação na placa da rua, o vigilante teve que se deslocar duas quadras para encontrar uma placa com o nome da rua e poder nos informar a localização do mercado.

Quando deixamos o Posto de Bombeiros para prestar socorro já avistamos o local do incêndio, pois as labaredas estavam altas com a queda parcial da cobertura do mercado. Distava aproximadamente 1, 5 km.

O prejuízo foi grande e teria sido bem menor se o chamado tivesse ocorrido oportunamente.

Uma pergunta simples a todos os que trabalham na área de segurança contra incêndio: seu local de trabalho está apto a chamar e receber adequadamente o Corpo de Bombeiros?

No próximo texto faremos algumas sugestões para que isso se faça o mais adequadamente possível, especialmente naqueles locais em que isso fica a cargo de vigilantes terceirizados, o que é a prática mais comum no País.


O blog Falando de SCI (Segurança Contra Incêndios) trata dos incêndios e seus impactos na sociedade e de fundamentos e aspectos da regulamentação de segurança contra incêndio em geral. Seu autor é Walter Negrisolo, oficial da RR (reserva remunerada) do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo; Mestre em Arquitetura e Urbanismo e Doutor em SCI.
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