A tragédia no Porto de Beirute

Repete-se, pouco mais de um século após a grande explosão no porto de Halifax (Nova Escócia, Canadá, 1917, aproximadamente 2000 mortos), outra grande explosão em área portuária.

Com ampla repercussão na mídia e nas redes sociais, as imagens da grande explosão ocorrida no porto de Beirute, em 04 de agosto passado, impressionam a todos que tiveram a oportunidade de vê-las (https://www.youtube.com/watch?v=U-avg-BSo7U).

Cálculos de especialistas apontam seu poder de destruição entre os maiores gerados por uma explosão subatômica.

As imagens posteriores, também impressionantes, mostram uma destruição de bens de grande magnitude, digna de um cenário de guerra.

Edifícios, paredes, vidraças, etc., todos destruídos ou danificados, fruto de uma onda de choque que alcançou quilômetros de distância.

O impacto sobre as pessoas também foi devastador. Milhares de feridos. Pessoas desaparecidas.

E mortos. Até pouco tempo contabilizados num total próximo a duas centenas, aparentando ser menor do que as imagens nos sugerem.

Faço, porém, uma comparação que a meu ver mostra que nem sempre uma imagem, no caso “espetacular”, aponta uma grande mortandade.

No incêndio da boate Kiss não ocorreu sequer a inflamação generalizada (flashover), e pereceram 242 pessoas, o que mostra que a gravidade e o resultado trágico nem sempre está vinculado a imagens impactantes!


O blog Falando de SCI (Segurança Contra Incêndios) trata dos incêndios e seus impactos na sociedade e de fundamentos e aspectos da regulamentação de segurança contra incêndio em geral. Seu autor é Walter Negrisolo, oficial da RR (reserva remunerada) do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo; Mestre em Arquitetura e Urbanismo e Doutor em SCI.
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